Resistência é o resumo de minha mãe em relação às sessões de ECT. Ela já está se sentindo melhor e está muito resistente a fazer outras aplicações, para ela o tanto que passa mal não justifica fazer mais, ela já se sente melhor e não acredita muito no risco de voltar a ficar como estava. tanto porque ela não se lembra de como estava. É quase impossível convencê-la do quão ruim ela estava e que qualquer mal estar não passa perto do que ela sentia. A psiquiatra diz ser normal e que muito pacientes de ECT, depois de um certo número de aplicacões ficam extremamentes resistentes ao tratamento e não querem nem ouvir falar. O problema é que, sem mais sessões e uma manutenção adequada pode-se perder parte do benefício do tratamento. Dilema difícil e nem os médicos conseguiram fazer mudar de idéia, agora esperaremos por quase uma semana para ver se ela reconsidera e aceita fazer o tratamento uma vez por semana e depois de um tempo de 15 em 15 dias, até que seja somente uma vez ao mês e ai sim possa parar de vez. O medo de que a melhora que ela obteve vá pelo ralo por ela não querer continuar esse final de tratamento é absurdo, não sei o que faço, mas não posso obrigá-la a fazer as sessões. Darei notícias em breve.
A parte boa é que ela está muito melhor, mas muito mesmo, não dá nem para comparar de quando ela estava mal, affe, é muita diferença, para a psiquiatra ela melhorou em torno de 60 a 70% o que é sensacional para alguém que não conseguia para de chorar e tudo mais que já está escrito em outros posts. Tenho um medo gigante de que essa melhora vá embora e suma como fumaça, agora atacaremos em outras fontes como terapia (é impossível fazer durante o ECT já que a memória é “apagada” a cada sessão, ficaria parecendo a terapia da Dory de Procurando Nemo) e outras ocupações, a guerra agora é para sustentar o que conseguimos.
Tags: depressao, ECT, mae, psiquiatra, terapia
março 10, 2011 às 2:00 am |
[...] lembrava o quão ruim estava antes do ECT, então não achava que tinha tido tanto efeito. Este post fala um pouco [...]